30 abril 2011

8ª Sinfonia de Anton Bruckner - Mais inspiração

Desculpe por postar um outro vídeo desta sinfonia. Mas este é bem diferente. É apenas alguns trechos, e destacando em especial a comoção do regente.

18 abril 2011

8ª Sinfonia de Anton Bruckner - IMPLACÁVEL

Nesta longa jornada por uma busca cada vez mais extraordinária dos intérpretes da 8ª de Bruckner, talvez a mais extraordinária sinfonia e obra de todos os tempos. Já passei por muitas versões, algumas como a de Karajan e Haitink citadas aqui. Para a minha surpresa, me deparei uma no blog PQPBach. O cara falou tão bem sobre tal, que eu desconfiei. Alias, fiquei pensando ainda: "Que qualidade sonora pode ter uma gravação de 1963?" Baixei com grande receio. Aí, já era tarde, e ouvi só o 4º movimento para ver se era realmente bom... pois normalmente, é fácil ver interpretações horríveis do 4º; como uma da renomeada Orquestra de Chicago que odiei, que usam um som jazziaco na sessão dos metais. Bem, e para a minha surpresa, foi uma experiência totalmente nova, surreal! A qualidade do som está incrivelmente boa. E a interpretação de Knappertbusch com a Orquestra de Munique, simplesmente praticamente criou uma nova sinfonia. É praticamente outra música. Nem consigo ousar a comparar com as outras interpretações tão boas. Está é simplesmente única. Tão única que se tornou uma nova música ao meu ver. E diferente de Carlos Moreno com a OSSA, que mês passado os vi ao vivo tocar, que fez uma interpretação bélica e campanal do 4º; este é uma busca tremendamente profunda, profunda e mais profunda, alargando o movimento para explorar ainda mais, de modo que a música talha ainda mais as profundezas do nosso coração; e de modo que urge um grande e poderoso drama; e algumas coisas brutalmente romanticas, em pausas e explosões que nem mesmo Karajan produziu.

Porém, após ouvir inteira, e com mais atenção. Sinceramente, acho que vale a pena apenas por causa do 4º movimento. O 1º e 2º ficaram muito ruins ao meu ver, nem deu para entender os temas. O 3º movimento é belo por si, mas não ficou muito espirituoso. Deixa muito a desejar, os temas novamente ficaram opacos, mas as trompas foram incriveis; porem ficou uma narrativa um pouco enfadonho, não se desenvolve muito bem. Mas o 4º movimento, realmente, vale a pena, neste capricharam!

Separei o ultimo trecho, o final do movimento aqui. E ainda me pergunto? Como os trompetes conseguiram fazer aquela explosão atomica, tão abruta e poderosa que parecia rachar o ar, o espaço, o tempo... um verdadeiro turbilhão!!! Haja técnica, embocadura.



Por fim, coloco o comentário do Blog PQPBach, como minhas palavras para não prolongar esse discurso:

"Este é um CD implacável. Sério. Estou ouvindo a sua música atordoante desde às 8 e meia da manhã. Em meio ao pandemônio da preparação de provas, planejamento semanal, correção de exercícios. Desde o dia de ontem, encontro-me nesse torvelinho. Meu final de semana está sendo terrível. Segunda recomeçará a roda-viva. O que me consola é a música poderosa de Bruckner. Entre as sinfonias do compositor, a sua número 8 me bota um sorriso bobo de espanto e contemplação. Como alguém como Bruckner conseguiu fazer algo assim? Mas, com certeza, tal aspecto apenas engrandece a fineza e a sensibilidade que lhe habitava o interior. A peça é uma viagem filósofica e religiosa. Um evento cartático, com transfiguração e redenção. As sinfonias de Bruckner, a partir da Terceira, constituem eventos notáveis, de perfeição exagerada, beirando o impossível. Esta versão com Hans Knappertbusch, gravada em 1963, é algo que impressiona e se estabelece como uma das melhores versões que já ouvi. Aparece ainda no post, Richard Wagner. Sei. É um post que causa uma impressão fundante. Saiam da frente que a música é grande, enorme, capaz de silenciar os homens e embalar o universo. Um bom deleite!" - Carlinus



Münchner Philharmoniker
Hans Knappertbusch, regente

10 abril 2011

8ª Sinfonia de Anton Bruckner - Haitink

Acabei de ter um domingo MUITO musical. A fanfarra de manhã, ouvindo e preparando umas musicas a tarde enquanto fazia uns estudos e analises. Depois ensaio de um musical na igreja, entre outros. E cheguei em casa, e sem querer me deparo com um link de algo que eu estava procurando há um tempinho já: a 8ª de Bruckner com Haitink e a Royal Concertgebouw Orchestra. Vou ser simples, eu acho o Haitink o melhor regente da atualidade e dos últimos tempos, e a ele com a Royal é uma perfeita sintonia; sinceramente, prefiro 100x mais a Royal que a Fila de Berlim (apesar da fama), e em segundo lugar a Sinfonica de Viena.

Antes de mais nada, achei um texto, sem querer na net, de uma entrevista com Haitink, e ele tem esse comentário: 


"Sentado no café de um hotel no centro de Salzburg, com vista para o Rio Salzach, Bernard Haitink sorri com a lembrança. "Estive aqui pela primeira vez em 1947, tinha acabado de completar 18 anos. Estava animado para ver de perto um maestro de quem se falava muito, Wilhelm Furtwängler. Eu o vi regendo Fidelio, outras óperas, e... nada. Não provocou impressão nenhuma em mim. Até que durante um concerto, a 8.ª Sinfonia de Bruckner, algo aconteceu e uma eletricidade tomou conta do teatro de maneira muito forte. A apresentação era de manhã e lembro que passei toda a tarde caminhando na margem desse rio, tentando entender o que eu acabara de testemunhar. É algo de que não me esqueço até hoje."


Coincidencia? Acredite, eu esculto muito, mas muito Bruckner. A alma fica com uma fome. É sempre mais profunda. É uma obra incrivel. Talvez como Haitink disse na entrevista, é um milagre. Parece que essa composição de Bruckner cheira a milagre. O que vem muito bem, visto que ele era extremamente religioso. A pouco tempo postei uma versão do Karajan. Há muita diferença entre os dois. Karajan, explora muito o romantismo de amplificar as emoções. E a maioria dos atuais regentes, tentam uma busca louca de sempre querer produzir algo mais intenso, volumoso do que da última vez. Haitink não, ele desenvolve com paciencia, é como se não tentasse forçar a música, mas tenta alcançar e produzir o sumo dela, e bem equilibrado todos os aspectos. É por isso, que sempre que ouço Haitink com a orquestra holandesa, sempre tenho a impressão de perfeição. É tudo muito perfeito! Todos os nipes, todos os instrumentos soam perfeito, um solo. Admiro muito seus musicos, para conseguir produzir tal trabalho. Na entrevista Haitink disse que uma gravadora propos dele gravar as 10 sinfonias de Mahler. E ele disse, que levaria 1 ano para preparar cada uma das sinfonias, e que apenas depois, (10 anos) então faria a gravação. Que orquestra, que grupo musical, vemos hoje ficarem 10 anos estudando umas musicas para então "tocar pra valer" com mérito de gravação? Está ai a virtude de Haitink.

A versão de Karajan, eu diria ser mais intensa, no sentido, que, "se quer sentir emoções mais intensas, é ele." Fora a acustica da catedral ser mais adequada, que deu grande efeito. Já, Haitink, é perfeito. Não é tão intenso, mas você fica mais impressionado com a música em si, com a energia que emana dela. É uma daquelas coisas que produz um efeito mais duradouro. Além disso, tem uma qualidade sonora, de um som mais escuro, profundo, teutonico, realmente surpreendente!

Infelizmente, não há todos os videos no youtube. Mas ainda assim, é IMPERDÍVEL!

1º Movimento




2º Movimento




3º Movimento






4º Movimento




FaCoM 2011

Primeiro rapido ensaio da Fanfarra Clube Omega do Clube de Desbravadores Omega da 5ª Região AP de 2011. Uma trabalho voluntário, sem fins lucrativos com a garotada de 10 - 15 anos. Qual irei dirigir esse ano junto com a ajuda do Elcio e do Renato, vamos tentar fazer uma grande fanfarra, e de qualidade. Já fiz um arranjo da música "Avançai Juvenis", que será a próxima investida, e estou pensando já com algumas idéias de fazer um arranjo grande obra Light Cavalary de Franz Suppé. Espero, com a ajuda de Deus, conseguir fazer um grande trabalho e desenvolver boas bases musicais para esses jovens.

Obs.: Isso ocorreu no domingo pela manhã. Logo haviam muitos moradores de prédios aos arredores assistindo aquilo, não sei se contemplando. Ou com raiva por acordá-los.


Hope Brass - IASD Central São Bernardo do Campo

Apresentação ocorreu no culto pela amanhã na IASD Central de São Bernardo do Campo. Infelizmente, eu ainda de molho, sem poder tocar.

Formação:
Trompetes: Rafael (Canada) e Marcio
Sax Tenor: Elcio Pallone
Sax Alto: Thomas
Trombone: Elton Pallone

Obs: A acústica do lugar é excelente, tipo de catedral.

Breve Jesus Voltará


Lindo És Meu Mestre


Um Milagre Senhor

30 março 2011

6ª Sinfonia de Anton Bruckner - Interpretação

Depois que se passa a contemplar e entender - um pouco - a música de Bruckner e Sibelius, fica um pouco dificil deixar de pensar muito nelas, há sempre um desejo de voltar-se a tais. Mês que vem a OSSA vai apresentar a 6ª de Bruckner, que não era muito conhecida minha, então, como não gosto de ouvir música 'a primeira vista', pois normalmente, não faz muito sentido, é mais dificil refletir e compreender, pois tudo soa novidade; então esta semana já a ouvi atenciosamente umas 8 ou 10 vezes, duas ótimas versões, uma de Haitink e outra de Karajan. É substancialmente diferentes. Karajan é mais virtuoso atentando-se mais para a beleza, alegria, paz, tende a ser mais brilhoso e agudo, com mais destaque a sessão dos trompetes. Enquanto Haitink é um pouco mais misteioso, obscuro, mais profundo, talvez apegando-se mais ao aspecto sereno e religioso; há um destaque maior para a harmonia, e os graves, há muita força na sessão dos trombones. Dessas duas, ouvi mais a do Karajan, e foi a que melhor compreendi e fez sentido. Então tomarei ela por base.

Aspectos Gerais
Se percebe que ela possui algumas diferenças das demais sinfonias do autor. Vamos assim dizer, ela pode-se considerar "Terrestre", enquanto as outras eu considero-as "extra-terrestres", pintam um novo mundo, um outro lugar, não aqui. Ao mesmo tempo, ela é extremamente subjetiva, no sentido, de sempre parecer ser uma expressão do coração de um personagem, uma pessoa. É uma pessoa expressando seus sentimentos e emoções. Ou mais ambicioso ainda, é um convite a encanarmo-nos como este personagem. Como a maioria de suas sinfonias, segue uma estrutura de sonata. E também apresenta poucos temas, 2 principais, facilmente reconheciveis, praticamente duas melodias simples e bem bonitas, que são retomadas por diversas vezes na obra.

1º Movimento
Em geral é uma introdução e apresentação dos temas, que serão desenvolvidos na sinfonia, principalmente no 3º e 4º mov. o que vem a ocorrer no 2º chega como uma surpresa, aparentemente. Destaco alguns trechos (da versão de karajan).
(mm:ss)
5:40 –  Um tema de paz , solene,beleza, ao mesmo tempo solene e profundo começa a ser construído.
6:20 – uma breve retomada mais determinada, porém, um pouco mais melancólica, sobre este tema em construção.
8:20 – Entra o tema da exortação, quase que uma aventura, uma curtição, como uma festa, mas uma festa profunda do personagem. Há energia e poder.
Ps: As trompas por diversas vezes fez uma textura rugosa, rachada, aparentemente indevida; pelo menos não é mais uma bela colina, mas um rústico platô ou cânion.
13:10 – O grande tema volta, mas de forma muito mais solene, serene, perene, profundo, mas que vai crescendo.

2º Movimento
É puramente trágico, assim começa e vai se desenvolvendo, como um tipo mais 'inteorizado' de marcha funebre. Mas que no final há uma transformação. O que mais me sugeriu este movimento foi uma pura idéia cristã sobre arrependimento e perdão divino. De inicio mostra toda essa maleza e obscuridade do terror, da angustia, da desolação, da autodestruição, como quando fazemos um grande mal a quem amamos, e também perdemos algo de grande valor por burrada nossa. Mas que no final da música, isso vai se transformando, como que após confeçar os pecados, isso vai se passando, e sendo tomado por luz, paz, esperança... É um movimento caracterizado pelo trágico e a esperança.

9:00 - doloroso para a alma, aflito
0:30 - há grande desejo; arrependimento. Passa a crescer uma certa libertação, raio de luz.
12:10 - mudança... beleza... a paz em produção... libertação.. grande gratidão por uma libertação, por um presente, imerecido.
16:00 em diante: uma investigação, profundidade, um lento processo de limpeza, purificação, ascendencia... sendo tomado por uma atmosfera celeste.
Encerrando, com paz, alma, tranquilidade, um grande folego, respiração profunda, relaxado, feliz... sereno... um descanso para quem passou por uma grande labuta.

3º Movimento
Inicia com algum tipo de cordialidade, anuncio, como qdo se soa as trombetas para anunciar a chegada de um rei em seu castelo.
1:00 - é um outro terreno, (comp. ao mov 2) outro lugar... é incrivel, maravilhoso, belo... e está sendo descoberto...Não consegui desvendar se se trata da nova condição do homem (renovado, restaurado, perdoado, tranformado), ou um novo lugar (como um Novo Céu).
2:45 - Entra uma introspecção sobre o ocorrido no passado, e o presente agora, nesta 'nova condição' ou 'realidade'.

Até o final é este cenário... sempre com novas ressalvas, e assim termina.. com aqueles mesmo clarins iniciais, não mais de "boas-vindas"... mas já como uma canção que tomou o coração pulsante da pessoa, um desejo de pular, louvar, dar aquelas clarinadas.. descobresse que não é um "anuncio de chegada"... mas um extrondo de estar muito impressionado, contente, grato, feliz, maravilhado.

4º Movimento
É uma grande evolução do 3mov. como um bom tempo após... agora mais misterioso, grandioso, celestial, com descobertas mais profundas, majestosas
2:30 - Entra um grande solene e profundo pensamento, mas do qual brota grandes maravilhas;

aos poucos surgem introspecções... grandiosos, até mesmo mesmo tenebrosas... altevez, uma certa recordação das angustias passadas...;

5:00 - Se cresce, as maravilhas, gratidão da libertação... é como um caminhar tranquilo, com pulos alegres, por longas planicies, calmas, nos Alpes, com as enormes montanhas de fundo, numa paisagem, relaxante, confortamente... é aparentemente uma plenitude de beleza e contemplação. [fica mais claro o paisagismo dos Alpes Austriacos, e o bucolismo]

se aproximando do final... vai tomando um profundo carater reiligioso... até nos 12: e tantos... vai tomando uma mistura de tudo isso... como uma tentativa de "auto-exposição"... um cenário mais belo que os Alpes... cheio de gratido, alegria, paz, harmonia, bem-estar

14min. em diante - um sonele apelo? E em seguida: um chamado, despertar?

E de certo modo, assim terminou para mim, os ultimos clarins, que alguns chamos de "considerações finais" ou "despedida" ou "agradecimentos": Um apelo!
Algo assim: 
"Olha o que está perdendo?", "Olha o que está preparado?", "Olha o que está disponivel para nós!" É grandioso! È maravilhoso! É incrivle! É belo! [É um extrato de esperança e bons ânimos!!!]

Se queres, ouvir... no youtube, a melhor gravação que achei, um pouco mais semelhante com a versão do Haitink é esta de Celibidache:



27 março 2011

Sinfonia 2 de Mahler - Bernstein - IMPERDÍVEL

Mahler e Bernstein. Uma grande combinação. Em geral, não costumo muito gostar do Bernstein, aprecio muito a sonoridade que consegue, impecável. Mas acho-o tão exageradamente romantico em suas interpretações que me lembra uma criança pulando de alegria e que não sabe se conter; isso, muitas vezes, faz perder um pouco daquela sensação de profundidade e 'instrospecção' da música, mas um foco muito no "curtir o som". De tal modo, que não gosto de nenhuma dele tocando Bruckner, entre alguns outros. Já nas do Mahler, até que se sai muito bem. Ainda mais, pois tudo isso que disse do Bernstein, acho que é bem o perfil de Mahler em suas composições, que eu a grosso modo chamo de "exagerado". Prova clara disso é a Sinfonia dos Mil (a 8ª de Mahler). Contudo, esta interpretação do Bernstein é de tirar o chapeu, só a forma como ele consegue se expressar já é incrivel! Apesar que o Haitink que não gesticula e se expressa tanto, também aprecio muito, costumo dizer que algumas de suas músicas parece que cada instrumentista parece estar inspirado e toca como se estivesse solando em conjunto.


Apreciem! Para aqueles impacientes, vejam pelo menos o ultimo video. É imperdível! E som na caixa, volume nos ultimos! (espero que seu fone de ouvido pegue bem os graves)

Movimento 1






Movimento 2




Movimento 3




Movimento 4


Movimento 5







Largo (Xerxes) - Handel

Handel, admiro muito sua obra! Ele tem uma visão King James de expressar cristianismo através da música. Quando digo King James me refiro a famosa versão inglesa da Biblia, que possuia aspectos maravilhosos e únicos de uma linguagem nobre, firme, cativante, que sempre mostra autoridade e ao mesmo tempo, uma sensibilidade poética nas palavras. Acho que o famoso Hallellujah mostra bem isso. Ao mesmo tempo, em outras músicas vemos a sensibilidade do que chamaria de uma "atmosfera celeste", como podemos ver no 3º mov. da 9ª de Beethoven e 8ª de Bruckner, em muitas obras de Sibelius; nesta de Handel, algo mais bucólico diria eu. Quem está tão desalmado ao ponto de não poder apreciar a beleza dessa música?

(Infelizmente, o video só pode ser assistido no youtube.)

23 fevereiro 2011

OSSA - Orquestra Sinfonica de Santo André - Temporada 2011

Fevereiro
Dias 26 e 27 – 20h
Carlos Gomes – Abertura da ópera Fosca
Mario Ficarelli – Sinfonia nº 2 – Mhatuhab
Igor Stravinsky – A Sagração da Primavera

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.

Março
Dias 26 e 27 – 20h
Wolfgang Amadeus Mozart – Concerto para piano nº 21, K 467
Anton Bruckner – Sinfonia nº 8, em Dó Menor

Piano: Sonia Rubinsky

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.

Abril
30/04 e 1º/05 – 20h
Jean Sibelius: Concerto para violino e orquestra em Ré Maior
Anton Bruckner: Sinfonia nº 6, em Lá Maior

Violino: Daniel Guedes

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.

Maio
Dia 28 – 20h
Richard Wagner – Abertura da ópera Tannhäuser
Johannes Brahms – Concerto Duplo para violino e violoncelo, em Lá Menor, op. 102
Antonín Dvorák – Sinfonia nº 9, em Mi Menor, op. 95 Do Novo Mundo

Violino: Pablo De León
Violoncelo: Raiff Dantas

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.

Dia 29 – 15h
Concertos de Outono no Parque
Carlos Gomes – Abertura da ópera Fosca
Antonín Dvorák – Sinfonia nº 9, em Mi Menor, op. 95 Do Novo Mundo

Parque Antonio Pezzolo/Chácara Pignatari | Avenida Utinga, 136 – Vila Metalúrgica – Santo André.


Junho
Dia 5 – 11h
Carlos Gomes – Abertura da ópera Fosca
Antonín Dvorák – Sinfonia nº 9, em Mi Menor, op. 95 Do Novo Mundo

Sala São Paulo | Rua Mauá, 51 – Luz – São Paulo.

Dias 25 e 26 – 20h
Vaughan Williams – Concerto para tuba e orquestra em Fá Menor
Anton Bruckner – Sinfonia nº 9, em Ré Menor

Tuba: Albert Khattar

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Julho
Dias 30 e 31 – 20h
Franz Liszt – Concerto nº 1 para piano e orquestra
Gustav Mahler – Sinfonia nº 1, em Ré Maior (Sinfonia Titã) 

Piano: Arnaldo Cohen

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Agosto
Dias 26 e 27 – 20h
Noite Lírica
Carlos Gomes – Abertura da ópera Fosca
Charles Gounod – Ária das Jóias da ópera Fausto
Jacques Offenbach – Barcarola de Os Contos de Hoffmann
Richard Wagner – Abertura da ópera Tannhäuser
Georges Bizet – Seguidilla da ópera Carmen
Wolfgang Amadeus Mozart – Guarda sorella da ópera Cosi fan tutte
Giuseppe Verdi – Abertura da ópera La Traviata
Vincenzo Bellini – Mira o Norma da ópera Norma

Participação:

Soprano: Gabriella Pace
Mezzo-soprano: Adriana Clis

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Setembro
Dias 24 e 25 – 20h
Anton Bruckner – Sinfonia nº 3, em Ré Menor, “Wagner”
Johann Sebastian Bach/G. Zangheri – Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Dia 28 – 16h
Anton Bruckner – Sinfonia nº 3, em Ré Menor, “Wagner”
Johann Sebastian Bach/G. Zangheri – Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565

Catedral do Carmo | Praça do Carmo – Centro – Santo André.


Outubro
Dia 2 – 11h
Anton Bruckner – Sinfonia nº 3, em Ré Menor, “Wagner”
Johann Sebastian Bach/G. Zangheri – Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565

Sala São Paulo | Rua Mauá, 51 – Luz – São Paulo.

Dia 23 – 15h
Concerto da Primavera no Parque
Johann Strauss I – Marcha Radetzky
Johann Strauss II – O Belo Danúbio Azul, op. 314
Franz Liszt – Rapódia Húngara nº 2
Johann Strauss II – Vozes da Primavera

Parque Antonio Pezzolo/Chácara Pignatari | Avenida Utinga, 136 – Vila Metalúrgica – Santo André.

Dias 29 e 30 – 20h
Série Anchieta – Franz Liszt 200 anos
Franz Liszt – Rapsódia Húngara nº 2
Piotr Ilich Tchaikovsky – Sinfonia nº 5, em Mi Menor, op. 64

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Novembro
Dias 26 e 27 – 20h
Concertos Andreenses – Abertura
Festival Almeida Prado
Almeida Prado – Ore Jaci Tata Cartas Celestes nº 8
Claude Debussy – Petit Suíte
Camargo Guarnieri – Brasiliana

Violino: Constança Almeida Prado

Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.


Dezembro
Dias 10 e 11 – 20h
Concertos Andreenses – Encerramento
Concerto de Natal

Anton Bruckner – Te Deum
Participação: Coro de Santo André e convidados


Teatro Municipal de Santo André | Praça IV Centenário, s/nº – Centro – Santo André. Estacionamento do Paço Municipal. Ar-condicionado. 475 lugares. Acesso para pessoas com deficiência.

05 fevereiro 2011

Hope Brass - Carol of Bells

Bem, no final do ano passado eu e alguns amigos decidimos formar um grupo de metais, a principio, um quinteto. Demos o nome de Hope Brass. Bem, tivemos apenas uma apresentação no final do ano passado, de um arranjo do Carol of Bells, feito pelo Vinicius Penegacci, na IASD do Brooklin. Alguns erros, mas foram apenas 2 ou 3 ensaios em grupo, entre outros. Bem, é o inicio. Agora, eles estão andando sem mim enquanto recupero de uma cirurgia que impede de eu tocar. Vamos ver até onde vai este grupo, espero que um dia, chegue ao nivel do German Brass - claro, um sonho dos grandes.



Formação:
Trompetes: André, Evandro e Marcio
Sax ternor: Elcio
Trombone: Elton
Arranjo: Vinicius Penegacci

OSSA - Orquestra Sinfonica de Santo André (temporada 2010)

Eu tinha algumas gravações - que a qualidade deixa a desejar - no meu celular da Orquestra Sinfonica de Santo André, acho que vale a pena colocar aqui alguns videos aqui, para se ver a qualidade desta.

Primeiro, a obra: Abertura Vitória, composta pelo próprio maestro da OSSA, o Carlos Moreno.


1º Movimento da 5ª Sinfonia de Mahler


Glinka Russlan e Ludmilla


1º Movimento da 5ª Sinfonia de Beethoven


Finlandia de Sibelius

28 janeiro 2011

Air on the G String - J. S. Bach

Esta ai a melhor interpretação que já vi da famosa "Air" do Bach, com a fila de Berlim. Infelizmente, só podemos apreciar um trecho da música, para ver o resto, são 2 euros. É uma música que faz juz ao ditado de que Bach é o quinto Evangelho.

23 janeiro 2011

Heifetz - Concertos para Violino

Nessa última semana de pós-cirurgico eu não tinha a minima sanidade mental para querer ouvir música, ontem até tentei ouvir Bruckner, não deu. Apesar, que foi muito agradável ouvir o 3º mov. da 9ª do Beethoven, das duas melhores interpretações que gosto. Mas ontem a noite já estava com muita fome de música, contudo, procurando repertórios mais suaves, temáticos e espirituosos do que meramente virtuosos e imponentes, pesados (que é preciso de muita disposição para ouvir, como Bruckner, Mahler...). Nessa busca, encontrei esse album no PQPBach, alguns concertos para violino, entre eles, um dos compositores que mais admiro, Sibelius; aquelas melodias e harmonias singilosas, meio-melosas mas ao tempo geladas, meio campestres, mas que sempre lembra um inverno nórdico, normalmente, são recheadas de espiritualidade. Bem, baixei, e aqui estou eu, ouvindo uma interpretação que nem diria ser impectável, mas absurdamente extraordinária! Não é acima da média, é acima da alta! Esse violinista Heifetz toca violino não só com grande virtuose, mas conseguindo tirar uma tremenda espiritualidade deste.

Dedico este post ao meu amigo e pupilo Lucas Ezidrio que passou na 1ª fase do concurso da ULM para estudar Trombone Erudito.

Repertório:
Jean Sibelius (1865-1957) -Violin concerto in D minor, op. 47
01. 1. Allegro Moderato
02. 2. Adagio Di Molto
03. 3. Allegro Ma Non Tanto

Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Sergei Prokofiev (1891-1953) - Violin concerto No. 2 in G minor, op. 63
04. 1. Allegro Moderato
05. 2. Andante Assai
06. 3. Allegro Ben Marcato

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

Alexander Glazunov (1865-1936) - Violin concerto in A minor, op. 82
07. 1. Moderato
08. 2. Andante Sostenuto
09. 3. Tempo 1
10. 4. Allegro

RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendi, regente

Jascha Heifetz, violino

 
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22 dezembro 2010

Candlelight Carol - Presente de Natal



Este é meu presente de Natal para todos. Mais uma belissima pérola do Mormon Tabernacle Choir.

20 novembro 2010

8ª Sinfonia de Anton Bruckner - The Best!

Desculpem pela colocação um tanto questionável, mas vou ser sincero, eu já ouvi trocentas vezes várias interpretações da 8ª... de vários grandes regentes, porém, ainda sinto a falta de ouvi-la ao vivo, e numa catedral. Até ouvir essa com o Karajan, minha favorita era a do Jochum, em seguida, uma do Celibidache. Mas essa do Karajan conseguiu ser divinamente expressiva, solene, celeste... no 4º movimento, conseguiu produzir uns sons celestes e uma sonoridade fantástica entre o nipe dos metais, especialmente os trompetes que eu não vi em nenhuma das demais... alias, se percebe em toda a música uma exigencia de cada um como se fosse o mais profundo solo, uma verdadeira canção da alma, talvez um oração. O terceiro movimento então... E detalhe, o lugar, uma catedral não foi uma escolha a toa, várias obras de Bruckner ele se inspirava na composição justamente para serem tocadas na igreja - sim, ele era um cara muito religioso - a sonoridade produzida com o eco da profundidade e das pilastras fazem um efeito único. Karajan realmente buscou produzir uma obra perfeita.


Infelizmente não encontrei para download em nenhum lugar. Mas disponibilizo o grande achado no orkut.


Esta sim, como alguns dizem, é para ouvir de olhos fechados, e de joelhos agradecendo a Deus por ter inspirado tal composição e regencia, além da oportunidade de podermos apreciar e contemplar esta fantástica obra de arte. Sinceramente, esta, ao meu ver, em muitos aspectos (sobretudo o espiritual) deixa a 9ª de Beethoven no chinelo.


[Retiro a coloção, a gravação de Jochum, com a de Berlin, voltou a ocupar o primeiro lugar após ouvir mais cautelosamente, algumas vezes as duas gravações.]

1ª Movimento





2ª Movimento





3ª Movimento








4ª Movimento