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31 agosto 2011

Música para violino e piano

Temos aqui um pouco de Bach, Brahms, Ravel, Chausson e Waxman, nas mãos de Sergey Khachatryan. Tenho que dizer que é muito bonito, nada que me tire o folego como muita coisa que já para violino. Não gostei muito do timbre acho, um pouco 'metálico' para o meu gosto, me lembra um serrote, nas notas longas; e acho que faltou um pouco de inspiração nas dinâmicas, são feitas, mas sempre de modo 'súbito', fica parecendo que faz só porque está escrito na partitura. Músicas muito bem executadas, mas pouco inspiradas (frias) aos meus ouvidos, talvez coisas do próprio repertório por não conhecê-lo. Todavia, a do Bach (a 5ª) é bem bonita. Todavia, Bach é Bach, até uma criança com 1 ano de violino tocando "Jesus Alegria dos Homens" fica bonito. Mas fica aí uma sugestão para de um album de solo de violino. Mas a musica 5 e 6 valem bastante a pena (Bach e Ravel).


Fonte: PQP Bach

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08 julho 2011

Um Requiem Alemão - Brahms

Este é um extraordinário e belissimo Requiem, uma obra sacra que extremamente bela, totalmente diferente dos requiem de Verdi, Bruckner, Mozart... Vale muito a pena ouvir, mas muito mesmo. Fiquei um bom tempo sem postar, por não ter nada que me impressionasse muito que me fizesse pensar: "Este vale a pena". Até que me deparei com este. Depois comento melhor a obra.

Podem baixar. E podem agradecer depois (sugiro q agradeça a Deus).

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30 abril 2010

Brahms - Sinfonia 1 - Movimento 4

Uma das coisas que mais me admira nas composições de Brahms é a movimentação sempre nobre, cheio de certa glória e perfeição nos minimos detalhes, nenhuma nota parece ofernder de algum modo nossos ouvidos; além disso as melodias que ele consegue produzir e a harmonia que carrega encanta e toma de certo modo a alma do ouvinte, com um certo espanto com a tamanha perfeição da obra; é como se cada instrumento tivesse que fazer um solo minuciosamente detalhado e perfeito. E mesmo ele não fazendo grandes dramas e acentuações como em outros compositores que vemos algo mais a cara de Wagner, ele consegue produzir obras invrivelmente cheio de energia, vibrantes e profundas.

Pouco eu conhecia de Brahms até ouvir a sua Sinfonia 1. Havia já escultado a Sinfonia 2, pela Fila de São Bernardo em 2008 (se não me engano) e as Danças Hungaras. Mas o dia que a ouvi pela primeira vez, pela OSSA (Sinfonica de Santo André) eu não esparava tanto. Havia sido um dia ruim, estava um pocado bravo e angustiado para ser sincero por um conflito que tive na apresentação do coral; mas quando chegou a música, e já naquela abertura sinistra, fantástica, enfatizado pelos timpanos e com uma harmonia profunda e muito escura, já me pedrificou de atenção. Até que chegou o último movimento, o qual praticamente espantou totalmente aquela angústia e me encheu de tranquilidade e alegria.

Bem, do que conheço de Brahms o que mais admiro é a Sinfonia 1 e 2 e algumas das danças hungaras. Contudo, venho aqui compartilhar o 4º Movimento da 1 Sinfonia, de uma interpretação simplesmente extraordinária, única! Desafio você a ouvir esse movimento até o final sem ser tomado por tal música, é um movimento que liberta da angustia, quase como o rasgando e enchendo de alegria, de energia e do belo.