Uma bela música. Um tema melancólico no inicio que nos lembra de uma noite de solidão; uma mistura de desencantos na vida, com saudades e vários pensamentos que vêm de coisas que se passaram, até que entra um segundo tema mais adagioso, mas conclusivo da lamentações sobre todos; e por fim, começa a entrar, uma nova perspectiva, de superação, de animo, de uma alegria que desperta, é quase como se o sol raiasse, e se vise uma pessoa a pular pelas ruas, quase infantil e boba, ou inebriada. Boa apreciação.
Tocando o tema do filme Braveheart (Coração Valente) e Jurassik Park (Parque dos Dinossauros) e a música Asas da Alva num bocal fundo de flugelhorn; mais num momento que não chamaria de apenas diversão, passatempo ou algo do tipo, mas é um momento de inspiração. Depois um pouco do concerto para trompete do Hummel que comecei a estudar.
Atual trompetista principal da Filarmonia de Berlim, com um conjunto imperdível de solos, demonstrando grande virtuosismo. Aliás, um pouco diferente do comum, com um trompete de rotor (alemão). Todavia há algo q não curto muito no timbre dele, talvez seja claro de mais, e acho q falta um pouco de espirito nas interpretações; nesse sentido, acho que prefiro mil vezes mais o Sergei. Você ouve todas as músicas, e a impressão que se tem é que sempre está ouvindo a mesma coisa (tirando o concert do Haydn).
Nos videos, um pouco do masterclass que realizei com o professor Carlos Sulpicio da Escola Minicipal de Música de São Paulo, com uma galera muito boa, onde tocamos um repertório para trompete. Creio, que especialmente para todo música, os comentários, críticas e observações que ele faz no segundo vídeo são muito edificantes. Sobretudo quando diz que um maestro não quer saber da sua técnica, se precisa respirar, se é agudo ou não, ele quer ouvir música, dinâmica, ritmo e tempo.
Existem uma grande variedade de surdinas e marcas, quais os trompetistas (e outros nipes) utilizam para mudar o som, fazer efeitos sonoros, ou simplesmente abafar. Quanto a isso, disponibilizo uma lista de surdinas e marcas elaborada pelo Fernando Dissenha, trompetista da OSESP.
Straight
MB em fibra de vidro e alumínio (MB são as iniciais do fabricante Marcus Bonna)
Tom Crown em alumínio
Denis Wick em alumínio
Leblanc Allessi Vachiano em alumínio com espuma – para passagens suaves
TrumCor Lyric para passagens suaves
Íon Balu para passagens suaves
Cup
TrumCor
Humes & Berg
MB
Harmon
Jo-Ral – cobre e alumínio
Piccolo
Tom Crown – straight, harmon e cup
MB – straight em fibra de vidro
Apresentação no V ABC In Concert no Teatro Municipal de Santo André no dia 25/09/2010.
Corais:
Coral da IASD de São Caetano
Coral Jovem do Brooklin
Coral Arautos do Ipê
Coral Univozes
Coral Advoz
Coral Tons e Sons
Coral Univoz
Coral Mendelssohn
A história foi meio interessante. Três dias antes, numa conversa pelo msn com um amigo trompetista do Brooklyn, e ai ele me fala desse concerto que aconteceria... e nisso, eu e o Elton fomos convidados para tocar com eles, um arranjo no final desta música com todos os corais participantes juntos. Bem topamos. E sem ensaio, de ultimo hora tocamos com eles. Ficou muito bom, ao meu ver. Umas coisas aqui e ali... mas todos gostaram... se houvesse tido um ensaio, quem sabe. Isso que infelizmente um grupo de violinos, cellos, baixos, madeiras e timpano houve um imprevisto no dia e não puderem ir. Infelizmente houve algum problema com o som no começo da gravação, mas dá para ter uma noção. Mas é isso. Fomos convidados para alguns futuros eventos... vamos ver.
Sei que é natal, mas sinceramente poucas musicas natalinas ouvi e tenho tocado esses dias; e tenho-me voltado mais para corais sacros; algumas cantatas de Bach, e também o Requiem de Verdi.
E sinceramente, eu fiquei me foquei muito na de Verdi. Eu tenho um CD dele, mas nunca achei nada de extraordinário seu Requiem, apesar de ser famoso, muitos idolatrar esse Requiem; pois a interpretação e gravação que eu tinha, estava totalmente infeliz, se tornou uma obra opaca e sem vida, sem entusiasmo, sem penetração.
Até que surfando na Net me deparo com um video extraordinário gravado pela TV Cultura (a qualidade sonora deixa a desejar, mas "tem legenda da tradução do que cantam!!!!"); bem, eles gravaram a OSESP, o video apenas mostra a segunda e terceira música:
- Dies irae
- Tuba mirum
A "Dies irae" ela fala por si, ela tenta reproduzir toda seriedade, obscuridade, algo TREMENDO, que será o "Dia da Ira" (sim, o Dia do Juizo biblico...). A forma como já entra aqueles ataques fortes, BUM, BUM,BUM, e o coralzão com tudo; segurando aquele "irae" por vários tempos, numa harmonia e vibração (repare nos metais fazendo aqueles trinados), tornando a coisa extremamente sinistra, arrepiante. E ai, entra mais firme e grosso ainda; com a forte presença do timpano. E depois aquele sonelidade majestosa e anuncio extraordinário feito pelos metais no "Tuba mirum", no qual entram vários trompetes fora do palco, na sala São Paulo, preenchendo todo o local com um som penetrante.
É uma obra realmente fantástica!!! Para melhorar ainda mais, encontrei no PQP Bach um versão simplesmente extraordinária do Gardiner; onde ele explora toda a sonoridade da música, quase levando ao exagero a brutalidade sonora da música, o que ao meu ver, não ficou muito interessante é que o coral ficou meio opaco diante dos metais, era necessário mais peso no coral. E numa gravação, no qual a qualidade sonora saiu perfeita.
Aliás, é muito interessante comparar essas duas versões; melhor, duas interpretações. Dà para ver que nas duas houve pontos fortes, e outros que o outro ficou melhor. Como o comentário do PQP Bach no seu blog, o triste dessa obra, é que tráz uma certa raiva, pois nunca você vê uma interpretação perfeita, sempre você vê algo faltando, ora são os metais, ora os tenores, ora os baixos, ora os sopranos, ora os contraltos e por ai vai.
Bem, aproveitem bem. Há várias outras interpretações dessa música. No Youtube mesmo você encontra um leque enorme.
Interessante desse Requiem, é que esses dias ouvi alguns comentários ignorantes de quem acha que música antiga eram todas "funebres", "sonolentas", "desanimo", que não empolgam ou coisas do tipo. Claro, na verdade desconhecem tais. E certamente, o que ouviram, foi mal tocado e interpretado. Pois olhe bem para esse Requiem, escrito em torno de 130 anos atrás; me aponte uma música atual, que xegue a tal nivel de energia, e ao mesmo tempo drama, ação, até mesmo certo terror? - Certamente, nada vem a mente! Ainda mais se formos pensar em coral. Não tive a oportunidade - ainda - de ouvir ao vivo, mas acho que é as pessoas devem se segurar na poltrona, se encolher expremindo contra o encosto, arregalando os olhos de certo espanto até.
É uma obra dificil de se classificar como sacra; ela tem muito mais um carater de sedução de ópera e toda aquela energia e movimento italiano, do que algo realmente que transmite uma idéia mais sagrada e solene - apesar da letra. Contudo, há músicas que realmente são nitidamente sacras, como a introdução; de modo que fica dificil classificar. Mas eu diria que numa visão geral é sacra.
Definição A palavra embocadura vem do idioma Francês: bouche - que significa boca. O Novo Dicionário Aurélio define o termo como "o ato ou efeito de embocar", ou seja, "aplicar a boca a um instrumento, para dele tirar sons". Para os instrumentistas de metal, uma definição aceitável seria: a forma que os músculos da boca, lábios, queixo e rosto se posicionam quando colocamos o bocal nos lábios para produzir o som no instrumento.
Embocadura Eficiente A embocadura, atuando em harmonia com uma coluna de ar correta, deve ajudar o instrumentista a expressar todas as suas idéias musicais. Uma embocadura eficiente deve ser capaz de produzir uma sonoridade boa, uma grande extensão, variação de dinâmicas, flexibilidade e articulações diversas. Além de tudo isso, a embocadura deve suportar diariamente uma carga de estudos, ensaios e performances que podem durar muitas horas. Os cantos da boca são os pontos mais importantes de uma embocadura eficiente. ...
Não é natural do ser humano tocar trompete, ninguém nasce com uma musculatura e sistema desenvolvido para isso. De modo que, por mais profissional e veterano que possa ser o trompetista, se ele ficar tocando por muitas horas - principalmente algo muito castigante - ele irá cansar, perder resistência e embocadura. Contudo, felizmente, a princípio, qualquer ser humano pode aprender a tocar trompete e condicionar sua musculatura, entre outros para essa finalidade. (...)
Um amigo trompetista me passou um site muito interessante, nele podemos comparar modelos de bocais de várias marcas; inclusive vendo o desenho do bocal.
Outro dia recebo um e-mail da minha amiga flautista, Angela, com um video simplesmente maravilhoso de uma garota que eu imagino entre 12 e 14 anos tocando trompete com um imenso público a céu aberto e uma pequena orquestra de acompanhamento. Logo no primeiro ataque e fui hipinotizado por sua interpretação, a forma como estava articulando e mantendo as notas; e depois as dinâmicas no decorrer. O que dizer? Bravo! A música pode ser melancólica, chorada; mas ai está uma demonstração, um foto do belo. Me disseram que o maestro é o tal do André Rieu (não conheço). Mas vale a pena fechar os olhos e ouvir.
Muito eu já procurei esse Toque da Alvorada que é mais famoso nos Estados Unidos, clássico que vemos em alguns filmes e desenhos como do Pica-pau e Pernalonga; e confeço tive uma grande dificuldade de encontrá-lo aqui no Brasil. Revirei alguns sites e não achei, apenas quando fui procurar no seu nome em inglês (Reveille) que encontrei. E disponibilizo abaixo, o audio executado de forma extraordinária no qual faz esse e um mendley com outros clássicos toques de corneta. E a partitura do toque (infelizmente, sem a partitura das demais).
Bem, eu arranjei um arranjo legalzinho para um nipe de uma big band na net do Aleluia de Handel, coloquei no finale; e mandei brasa; fazendo tanto o trompete 1 quanto o 2, e um pouco do picolo.
Infelizmente, o codec e mic de som da maquina digital é um poucado limitado; mas legalzinho. Abaixo, o download do arranjo, no formato .mus (Finale).
Lá estava eu tocando alguns hinos do hinário quando me deparei com essa pérola que disconhecia. Não deu outro, peguei meu Shure, corri para o quarto mais isolado e comecei a gravar. No fim, fiz apenas essa primeira estrofe com o contralto entrando no coro. No dia seguinte tentei gravar a segunda estrofe entrando toda a grade com o tenor e baixo, mas estava muito dificil, e o programa que uso para gravar não estava colaborando com o tempo; ai eu desisti e deixei assim mesmo. Mas sabe, creio que ficou muito bom, eu arrumei o plug do cabo na entrada de som do notebook agora ele fica com o som um pouco mais brilhante e cheio, mas longe do natural ao vivo.
Uma música com um tom mais do tipo marcha, bem legalzinho mesmo, mas que tem uma melodia mais trabalhada não chega a ser uma valsa; mas lembra. Porém, com um tom de marcha. Bem legal.
Pena que minha placa de som tira o brilho da música; e a harmonia do contralto não ficou tão bem encaixada, mas acho que não era afinação, mas falta das outras vozes. Mas bem legalzinha mesmo.
Dá para fazer uns arranjos legais para esta música.
No último domingo, quase chorei quando a harmonia encaixou com o piano, o Elton no trombone fazendo a melodia, eu no trompete no contralto e o Elcio com o sax tenor no baixo (variando) ao tocar essa música no culto. Fiquei tanto com ela na cabeça, que ontem tive que gravá-la.
Creio que dava para fazer melhor, mas entra a questão do gerenciamento de tempo... então ficou assim mesmo. Por fim, com 3 trompetes. Faltou baixo, grave... mas apenas tenho um trompete. Mas ficou bem legal. Creio que a dinamica crescente que fiz em toda música, desde um p no inicio até um ff mais para o final, ficou bem legal.
Está com 3 estrofes, se quiser acompanhar e cantar cantar com o hinário, fique a vontade. Medite na sua letra e na semantica. É extraordinária. Por mais que pareça melancólica, não é. Creio que a essência dela é a expressão de um sentimento [se isso foi sentimento] tão profundo, que é dificil chegar até ele, do desejo de entrega de achegar-se a Cristo com o coração totalmente humilde e quebrantado, com a determinação de Jacó em não soltar a perna do Anjo.
Adele Fidelis (Ó Vinde e Adoremos / O Come All Ye o Faithful - Hino 48 do Hinário) tocado no trompete, soprano + contralto. Ficou um pouco sem sal. O contralto não ficou muito bem encaixado. Mas é uma música e tanto.