16 Fevereiro 2012

Música Desconhecida

Essa foi a primeira música que eu ensaiei, no primeiro ensaio que fui do Pedra Coral, devia ter lá meus 16 anos, na voz do baixo, e adorei esta música, apesar de o coral apenas tê-la cantado uma vez. Com a seguinte letra:


O mundo egoista e mal,
o nosso mundo se tornou.
Ninguem se importa com ninguem,
mas Tua promeça se mantém.

Sob as asas do amanhã Tu estarás, Tú estarás
No profundo e vasto mar, ...
Nas mais densas escuridão,
Tu estarás Senhor

Oh vem Senhor buscar meu ver,
Vem receber meu coração,
Nos Teus caminhos me faz andar,
Se eu desviar, me busca então.

Sob as asas do amanhã Tu estarás, Tú estarás
No profundo e vasto mar, Tu estarás Senhor
Nas mais densas escuridão,
Tu estarás Senhor

Como posso? Nunca posso me afastar de Ti. (me afastar de ti)

....

Por acaso, há poucos anos atrás eu encontrei por muito acaso está música na Internet, apenas com o nome: Masters Chorale 03

Eu gostaria muito de saber qual é o nome desta música, a melodia e a harmonia dela, especialmente do baixo é dilasserador. Se alguem souber, por favor me diga qual é. Estou doido para encontrar a partitura dela.

Links da música: 4Shared

22 Janeiro 2012

Claude Debussy - Belas Melodias

Quando penso em belas composições, melodias, aquelas músicas meio 'apaixonantes', doces, para se ouvir calmamente numa fresca noite chuvosa, ou com uma pessoa especial.. .sempre me vem em mente, Claude Debussy com suas obras para piano.

Reverie **

Valse Romantique

Nocturne

Clair de Lune ***

Reflets dans l'eau

Images inédites - 1. Lent **

16 Janeiro 2012

Narciso Yepes - Concierto de Aranjuez

Dispenso comentários.


22 Novembro 2011

Innovare - ABC In Concert 2011

Apresentação do Innovare no ABC In Concerto, no Teatro Municipal de Santo André no dia 19 de novembro de 2011.

Bem, foi uma incrivel apresentação e evento. Todo mundo gostou. A casa entupida de gente, tinha pessoas em pé, sentado nas laterais, no chão. E aplausos acalorados, pediram até mais uma. Até os funcionários do teatro, calejados de ouvir tantos eventos e musicas, nos parabenizavam, pois foram tocados pelas músicas.

Bem, a gravação da que disponho é de uma amiga, Paola, que ficou muito boa, alias, deu para perceber varias falhas acusticas, que espero que seja corrigido nas próximas apresentações; mas por outro lado, a camera capturou muito os timbres mais claros, e os mais escuros e graves pouco. Esses são são videos da primeira sessão (o da segunda ficou melhor, mas não tenho videos bons de tal). Menos o "Pai Nosso", que é uma gravação da Deise, que capturou muito as caixas pela proximidade, e isto ocorreu na segunda sessão. Boa apreciação.

(vídeos da primeira sessão)

Pai Nosso

Hallelujah

You Are God Alone


Bem, acrescendo aqui um video, de uma garotinha que também cantou no ABC In Concert. Ela tem apenas 12 anos, e veja o que é capaz.

Mechely Manuely - Jerusalem

19 Novembro 2011

Requiem de Verdi

Bem, um dos mais incriveis requins, talvez não de caráter 'espirituoso' vamos assim dizer, mas num sentido, que nos envolve muito como se fosse moldado numa trama, um drama, uma ópera. Que se tornou uma das obras mais conhecidas do Verdi. E aqui, um vídeo excelente, na integra, sem paradas ou cortes, com a excelente orquestra da BBC de Londres, e um coral dos melhores que já vi. Bem, para ser sincero, não gostei muito do segundo tema, o Dia de Ira, e o segundo, das tumbas (do ressonar dos trompetes), podiam ter caprichado mais, visto que, normalmente procuram caprichar muito neste ponto [veja: Requiem - Verdi - Dies irae & Tuba mirum]

Proms 2011 - Prom 13 - Broadcast on BBC 4
Original concert on 24 July 2011 - Broadcast on 21 August 2011

Verdi's Requiem

Marina Poplavskaya - soprano
Mariana Pentcheva - mezzo-soprano
Joseph Calleja - tenor
Ferruccio Furlanetto - bass

BBC Symphony Chorus
BBC National Chorus of Wales
London Philharmonic Choir

BBC Symphony Orchestra

Semyon Bychkov - conductor



15 Novembro 2011

RELIQUIA - 7ª Sinfonia de Bruckner (Eugen Jochum, Concertgebouw)

Bem, o que dizer de Jochum, e de suas interpretações de Bruckner, uma gravação que dele da 8ª é a melhor que considero, sobretudo, do primeiro e último movimento, apesar do som com bastante sujo da gravação. Mas é incrivel! A Concertgebouw que eu particularmente, tenho considerado a melhor do mundo. Bem, temos aqui a 7ª sinfonia, a qual, eu simplesmente a considero, a classifico como totalmente desumana, mas sim, divina. O segundo movimento então! Pena que a qualidade do audio esteja ruim.

Movimento 1





Movimento 2





Movimento 3



Movimento 4

06 Novembro 2011

Holts - Marte O Mensageiro da Guerra

Gustav Holst, bem, imagine um cara no inicio do modernismo, com uma incrivel conhecimento musical, que tocou violino e trombone a nivel profissional por muitos anos, e que desenvolveu umas idéias tão originais; quais depois vemos serem muitas sendo usadas (para não dizer plagiadas), em muitas composições de trilhas sonoras por ai. Apenas dessa suite "Os Planetas", daria para tirar facilmente temas que inspiraram John Willians, Henry Mancini, Hans Zimmer e outros.

Conheci esse autor, e essa obra dele num CD da Coleção Grandes Compositores da Música Clássica da Abril. Vem ali um pouco sobre a sua biografia, era uma pessoa fortemente ligada ao exoterismo, horoscopo e essas coisas. E então, resolveu fazer essa suite em prol de mostrar o significado de cada planeta de acordo com sua ideologodia do horoscopo. Bem, todavia, apenas Marte e Jupiter ficaram muito famoso, os outros nem tantos.

Bem, eu particularmente gosto muito dessa. Por dois motivos: (1) INTENSIDADADE E DRAMA. Se você procura uma SUPER MÚSICA para trincar seus ossos, te esbugalhar os olhos... sobretudo em pensar no PESO dos metais (sim, há coisas escritas com a marcação FFFF). Além do super carater marcial, é uma marcha de dar inveja em qualquer compositor de marcha - no bom sentido. A marcação das caixas, com os trompetes em unissono com madeiras e violinos, com ataques de tercinas estacadas como se cortassem o ar com tiros ou gritos, causa um drama incrivel! Alias, marcação qual foi COPIADA na trilha sonora do filme "O Gladiador" na cena em que eles estão lutando no Colisseu. E (2), é incrivel a linguagem dessa música, você pode não ter nenhuma afinade com música e consegue interpretar claramente o terror desta música, o incrivel drama, os suspenses, das mudanças cromáticas, aqueles drama daquela coisa crescente, como se um objeto no fundo estivesse crescendo, ou nós indo até tal, o contrário; mas é sombrio, escuro, não sabe muito bem o que esperar dele, mas é um grande terror! É bélico! É militar! É realmente como se estivesse nos avisando com o encontro da maior baratalha, de uma super guerra. Cuidado! Crianças podem ter um treco ouvindo isso, imagino. Ficou bem claro essa ideia de um contexto extremamente caótico de deixar as pessoas atonicas e em panico, impor a seriedade da questão: "A Guerra está vindo ao seu quintal!"

Coloquei duas versões que encontrei no youtube. Uma da Proms, bem incrivel, ficou mais frio no sentido, de você sofrer "agulhadas" ouvindo, achei que os graves ficaram melhores, com mais peso. O outro video é uma com a Sinfonica de Chicago, que ao meu ver caprichou mais nas dinamicas de intensidade, e estava mais algo para fogo, flamejante, gritos estéricos, ficou tão incendiario que ficou dificil distinguir os instrumentos; mas não gostei muito dos sons dos trombonetes, ficou muito rachadão; provavelmente questão de instrumento & bocal que não aguentava tanto volume sem rachar.

Imagine uma música com o seguinte nipe de metais:
4 trompetes
3 trombones (1 baixo)
2 tubas (uma tenor = bombardino)
6 trompas
fora a percussão super forte, com até um gomgo.


Boa apreciação.

Caso queira tocar ou ver as partituras, acesse: IMSLP



02 Novembro 2011

Innovare - Ensaio Geral


O Grupo Innovare, realizou no dia 2/11/2011o ensaio geral final encerrando os ciclos de ensaios gerais antes das apresentações.

Nipes

Base
1 Piano
1 Guitarra
1 Baixo
1 Bateria
1 Timpano
2 Teclado (harpa + strings)

Cordas
8 violinos
2 violas

Madeiras
1 Oboe
2 Clarinetas
6 Flautas
2 Sax tenor
1 Sax soprano
3 Sax alto

Metais
6 Trompetes
3 Trombones
1 Tuba
2 Trompas

Vocal
Alguns solistas
Coral Innovare
Coral Dominus

Regência: Fernando Mathias de Carvalho

Gravação: Um velho celular Nokia E65


Apresentações Agendadas
19/11/11 - ABC In Concert - Teatro Municipal de Santo André
10/12/11 - Praça da Matriz no Centro de Santo André


Músicas

Pai Nosso



Opção 2



Com Grande És Tu




Hallellujah



You Are God Alone




Who I Am




He Will Carry Me & Blessed Be Your Name



The Promisse




Finale (infelizmente não pegou o primeiro compasso)




Cristo Virá





30 Outubro 2011

Jean Sibelius - Sinfonia 2 - Bernstein

Bem, entre os meus favoritos compositores, estão no topo, Bruckner e Sibelius, sem sombras de dúvida. Há muitas coisas que já disse sobre este compositor finlandês, qual compôs o que hoje é o hino nacional desta nação nórdica, fria, gelada, e ao mesmo tempo, de incriveis paisagens. Sua incriveis sinfonias são realmente incriveis, é uma melhor que a outra. Bem, está em especial eu ouvi muito pouco para ter ainda alguma posição , ou encontrar alguma poesia para tentar descrevê-la. Mas vale muito a pena a ver, é grande, nos faz pensar em grandes obras, como a Sinfonia 5 de Beethoven e os primeiros movimentos de sua nona. Coisas grandes como, o organistico finale da 4ª de Bruckner, alias, compare o final destas duas obras (não há uma grande semelhança?). Bem, paro por aqui... para não transcorrer numa longa retórica, um tanto ainda imatura para falar desta obra. Mas pelo menos, ouça o finalzinho, a partir dos 18 minutos, no segundo video... é o final do 4º movimento, olha o Bernstein, o que ele está fazendo? Parece que está regendo? Parece até que esqueceu de reger, parece que está apenas apreciando ouvindo, um enorme prazer, um transbordamento de grandes e incriveis impressões ocorrem em sua mente. Parece até que está simplesmente orando, agradecendo a Deus por aquele momento, por aquele som, aquele momento de algum tipo de 'compartilhamento', algo grandioso, incrivel, que está emanando, grandioso. Sim! É tremendamente belo!!! Ouvi várias vezes esse ultimo pedaço no volume no máximo... ai de meus ouvidos se ousar não suportar o volume, que agora mesmo os forneço. - Calorosos aplausos merecidos!

Comentários de meu grande amigo Vinícius Penegaci: "maravilhoso.. graças a Deus temos ainda o que nos tira o folego neste mundo.."

Movimentos 1 e 2


Movimentos 3 e 4

Schoenberg e Karajan - Noite Transfigurada

Schoenberg, famoso, principalmente pela sua famosa obra "Harmonia"; porém, conheço muito pouco dele. Havia ouvido, na verdade, apenas uma música dele, bem aos moldes de música moderna BASTANTE atonal, amelódica, que apenas explorava ritmos, percusões e timbres novos, o que não me atrai muito. Até que então, meu notável músico, e futuro grande músico como regente, e possívelmente compositor, Paulo Vinícius Penegacci, me presentou com esta incrivel gravação, que nas palavras dele, talvez as melhores para descrever esta música: "two words, Schoenberg and Karajan"

O que posso acrescentar? Bem, está música me fez pensar em muitos adagios romanticos; especialmente da sinfonia 8 de Bruckner, alguma coisa da 5ª e 8ª de Mahler, estranho.. e alguma reminiscencia da famosa serenata noturna de Beethoven. Algo que nos faz sempre lembrar de uma noite, uma noite daquelas sem sono, de pensamentos, dramas, e até mesmo, raios da alvorada (a esperança vem pela manhã).


23 Outubro 2011

Hope Brass - IASD Coreana

Hope Brass participando do 47º aniversário da IASD Coreana do Brasil no dia 21 de outubro de 2011. Infelizmente, apenas estas duas músicas arranjadas, pelo Elcio Pallone, foram filmadas.

Instrumentistas

Flugelhorn: Evandro
Sax alto: Felipe, Jeferson e Thomas
Sax soprano: Jeferson
Sax tenor: Elcio
Trompete: Evandro, Marcio e Matheus
Trombone: Lucas
Tuba: Elton


Não Desistir



Um Milagre Senhor

*está cortada

15 Outubro 2011

Hope Brass - Oh! Que Esperança

Resultado do primeiro ensaio do Hope Brass do arranjo feito pelo Elcio Pallone do hino 469 do Hinário Adventista, "Oh! Que Esperança".

Trompetes: Evandro, Marcio e Mattheus
Trombone: Lucas
Tuba: Elton
Sax alto: Jeferson, Magal e Thomas
Sax tenor: Elcio


14 Outubro 2011

Dmitri Shostakovich - Sinfonia 11 - O Ano de 1905

Não podia deixar de um dia falar desta obra simplesmente extraordinária. O russo Shostakovich, que me faz lembrar muito Tchaikovsky; na verdade, ao ouvi-lo, penso que seria o Tchai no modernismo. Acho que em ambos, se predomina muito a cultura Russa, algum tipo de frieza estética muito peculiar dos compositores siberianos. Bem faço aqui, algumas impressões que tive da sua sinfonia 9.

1º Mov – Palace Square
O inicio, uma ideia sombria, ao mesmo tempo fria, como uma névoa; estamos na Rússia, e ali, estamos vendo as cidades, a cultura Russa, há certa beleza, mas há uma atmosfera sempre presente, pelas harmonias atonais das cordas nos dando claramente a idéia “há algo estranho acontecendo”; algum tipo de ‘conspiração’, algum tipo, de censura, parece que o povo anda calado, há certo medo, há´algo acontecendo. Vai surgindo ideias bélicas, uma marcha (de inicio em pontos distantes, escondidos, ocultos, mais vai se tornando mais presente com o tempo), manifestações (tímpanos)... começa haver reflexões, diálogos entre pessoas sobre isso (duetos das flautas). Trompetes em surdina trazem uma manifestação, é uma voz em meio ao silêncio se manifestando. Tensões vão surgindo e crescendo; um ar mais intenso dessas tensões, intrigas, manifestações, vão sendo exibidas nos diálogos das madeiras. Vai ficando evidente, e chega uma hora que some aquela ‘névoa’ das cordas, agora as coisas já não estão mais tão ocultas. Um senso de liberdade sendo massacrada. O movimento encerra com a clara ideia que as coisas se resolveram de modo ruim; logo, algo muito ruim estaria para acontecer.

2º Mov. – 9 de Janeiro (O Domingo Sangrento)

Os inimigos chegam, a movimentação das tropas, e o conflito, a brava luta, e a forte resistência, extremamente tenso. É sanguinário, impiedoso! Aos 15min. ocorre a abrupta mudança para a calada e o silencio frio, enquanto caem flocos de neves e poeira (trompete com surdina relembra tema do mov. 1), é o fim de uma batalha/conflito, com um alivio, um silencio que torna de repente, em meio a nevoa e a escuridão talvez, mas o clima tenso ainda continua, você olha no horizonte ainda em vigilância, procurando talvez que mais inimigos surjam para atacar repentinamente, ou tentando enxergar algum movimento, pois parecem estarem camuflados pela neve, em meio há uma paisagem cheia de corpos mutilados e fuzilados no chão. É um silêncio angustiante que vai se mantendo até encerrar o movimento. Enquanto se ouve ainda alguns sons ao longe de movimentos militares, tiros e explosões, em meio a uma paisagem já destruída, desfigurada pelo conflito. É um silêncio que fede a tristeza da morte.

3º Mov. – Eternal Memory

O terceiro movimento me intriga muito, dá para saber se é uma continuação do conflito do 2º movimento, ou se é uma lembrança do ocorrido, da revolução em andamento; ou então, uma lembrança, intensa, angustiante, como um pesadelo; ou que então, de repente, a conflito começa novamente. Se percebe claramente a critica do autor, Shostakovit, qual não tem NENHUMA apreciação pela barbaridade, que ocorreu, é quase como se estivesse compondo às lágrimas, o que faz suar como uma grande critica, nos afligindo com uma FRIAZISSIMA introspecção sobre o desumano, a barbaridade, a morte, o oposto da paz, algo qual nunca se reverenciar, mas por qual sempre haverá lágrimas de uma memória triste. Ao mesmo tempo, não nega e consolida a grandeza e importância do evento, que ficará marcada para a História.

4º Mov. –The Toscin

Não sei dizer ao certo. Mas este movimento me parece ser a acessão de um novo poder, a tomada do poder, a revolução se efetivando, de forma bem trágica, dramática. Mas todas as vezes que vejo os estacatissimos dos metais com bumbo, e o som da caixa bem seco, me faz pensar que está acontecendo tiros. Por outro lado, parece ser, é o que me lembra, a coração do Dearth Vader do Star Wars, é isso o que me parece, a imposição, o diminio de uma Ditadura, um poder frio e malvado, do lado negro da sombra; é de congelar o coração do povo, dos cidadãos; congelar é pouco, literalmente, desmaiam; e ninguém mais sabe o que será do futuro, é tudo incerteza, pânico, revolta, um tremendo caos civil e cultural; é tão frio quanto o ateísmo pode ser. É isso, é uma música ateia, friamente ateia, sem nenhum resquício de espiritualidade e virtuosas introspecções que contem algum tipo de senso de belo, pureza, certo. Aqui é o antônimo! Por volta dos 8 min. e pouco.. há uma quebra... abrupta, voltando aquele sinistro silêncio que vemos no inicio do 1º movimento, crescendo agora já com uma característica de releitura, ou recordação do que aconteceu. Por volta dos 11 e meio as madeiras começam a puxar um acintoso ritmo furioso, já sem o caráter bélico, mostrando as rápidas mudanças, a imposição, uma força potente, qual deixa a todos (creio que o eu lírico aqui, ou o herói da história, é ‘o povo’, o a música trata da perspectiva e sentimento do povo), sem nada poder fazer. E então, os metais surgem proclamando e anunciando a “coroação do novo poder”, é tremendo, é uma mão de ferro impiedosa, cheia de terror, e uma imagem austera e poderosa, pois aliás, a Rússia é uma grande nação. É um Dearth Vader que subiu ao trono. E assim a música encerra com esse drama; sem nem mesmo precisar discursar ou provar que é algo terrível, todos tem consciência disso.

Considerações finais
Eu não li nada sobre esta composição, não pesquisei nada antes de ouvi-la e escrever as palavras acima. Apenas depois, eu fui ver o que tinha acontecido no dia 9 de Janeiro de 1905, que eu não lembrava; mas já tinha uma ideia na mente, de alguma coisa a ver com o Socialismo Soviético, ou a Revolução Russa. Foi ai que então, que ao pesquisar, lembrei do "Domingo Sangranto", que mataram vários manifestantes. Bem, o último movimento me deixou muito intrigado, pois eu não consigo ver uma idéia de favor, da parte de Shostakovich para o que aconteceu, ou para a Revolução, ou para os seus resultados; eu apenas vejo uma grande e intensa crítica. Mas no final, fiquei em grande dúvida, não sei se é uma critica ao Estado, ao Governo, ou ao Povo, ou aos Revolucionários; ou a todos. Não consegui deduzir isto. Por outro lado, apesar de ser uma obra musical incrível, extraordinária, eu não consigo ver muita 'poesia', uma música que tem um caráter transcendente, não vejo uma ambição artística; apenas algo mais voltado para o Realismo, no sentido, de fazer uma música, como um 'filme', está apenas contando a História.

Bem, mas acho que teria que estudar melhor a obra, e o autor (que conheço muito pouco), para poder dar mais detalhes, e ser mais preciso. Todavia, recomendo muito a audição dessa obra, com muita atenção e muito volume para observar os detalhes; é uma obra titãnica, em todos os aspectos técnicos e orquestral que se pode imaginar.

08 Outubro 2011

Adagio da 9ª Sinfonia de Beethoven

Nona Sinfonia de Beethoven, por muitos, o maior presente que a humanidade já recebeu; sua beleza, energia,  alegria, a mensagem tão clara do Ode a Alegria do quarto movimento; a quebra das vaidades, o chamado a simplicidade bucólica dos primeiros movimentos... Mas, ao meu ver, a parte mais extraordinária desta, considerada a maior obra de todos os tempos, a sinfonia da despedida de Beethoven, é o 3º Movimento.

Vamos supor que já tenha escultado umas 50 vezes está sinfonia, então diria que já ouvi pelo menos umas 300, apenas o terceiro movimento. Como o descrevo? Celestial! Divino! A essencia do movimento, o que ele traz e promove é um 'sentimento divino'. É extremamente intrigante! É uma oração, de modo qual, em que ela é pensada e expressa musicalmente, sonoricamente (sem palavras humanas - estas só entram no 4º movimento); e ao mesmo tempo, os graves e trompas, principalmente, descrevem algo como se fosse a parte física, a mecânica, a interação da oração entre Deus e o Homem. Pois, de certo modo, o que prevalece quando se ora, é que nada está acontecendo, além de você falando, pensando; já na música, é como se um novo sentido surgisse que nos capacita a ver "esse vuoooommm" com trêmulos das cordas respondidos pelas flautas e oboés em uníssono; e assim, vemos que quando oramos há algo extremamente magnifico acontecendo ao nosso derredor, somos tomados por uma 'atmosfera celestial'; aos poucos vamos sendo transladados, chegando então ao clímax, ao trono de Deus, clarinado pelos trompetes e trombones. Então somos tomados por uma grande paz, uma certa ironia às tantas vaidades descritas [aterrorizadas] nos movimentos anteriores, e então tomados por um grande sentimento de segurança e gratidão, e uma calma e paz, que vai nos confortando, até o ponto que vamos encerrando nossa oração, 'voltando a Terra' e abrindo os nossos olhos para finalmente 'respirar'.

Experimente uma noite (de preferencia sexta), ao ir dormir, deite em sua cama, apague as luzes, se conforte, deite olhando para o teto. E dê o play nesta música. Feche os olhos, cuidado para não dormir, e então, medite, e deixe ser levado pela música, reparando nos mínimos detalhes de cada madeira, de cada corda arranhada, de cada dinâmica. É incrivel, e eu já fiz e faço isto muitas vezes.

Está é uma versão de Karajan com a Fila de Berlim em 1977. Já ouvi diversas gravações, outras duas boas versões são a de Fricsay (1958), a de Furtwangler e a de Harnoncourt. Mas um amigo muito apreciador de música numa comunidade no Orkut, uma vez falou que eu precisava ouvir essa versão, e teve o trabalho de me enviar o audio em som wav (sem perca de qualidade), pela Internet, há muitos anos atrás, quando não se tinha conexões tão rápidas, o arquivo tem 170mb (apenas este movimento); e de fato, está é a melhor de todas, pelo menos, no que se diz respeito a este movimento; é uma versão divinamente conduzido, parece que não era Karajan regendo os músicos de Berlim, mas o próprio Cristo regendo seus anjos. Por incrível que pareça, fui procurá-la ontem no youtube, e achei logo de cara esta, esta que parece muito a versão que tenho gravada, mas no audio no pc está melhor, mostrando evidentemente a perca de qualidade na conversão do audio. 

Boa apreciação.


01 Outubro 2011

Symphony of Praise (Sinfonia do Louvor)

Essa música, aqui no Brasil, ficou muito famosa pela divulgação e gravação que o antigo coral do IAE ou IASP, não me recordo, fez.. que pode ser visto nesse link:

http://www.4shared.com/audio/mYL4DBT2/Sinfonia_do_Louvor.html

Bem, está aqui sua versão mais original, em inglês, para a qual, convenhamos, a articulação das palavras no idioma inglês cai muito bem. Seguindo a minha tese, que o idioma portugues é um idioma complicado para se conseguir fazer certos estilos de música vocal. Achei muito por acaso este vídeo no youtube, nem sei o que estava procurando que acabei me deparando com ele; bem, olha, até que gostei da orquestra, ficou um pouco a estilo uma cantata de Haendel. E o brilho que sai, flamejando em asas de fogo da regente, uou... nos dá o desejo de juntar as nossas vozes, num alto som, como Davi, e fazer todos os vizinhos ouvirem o que temos a dizer da glória de Deus. O segundo video é um segundo, que achei a acústica do coral melhor; mas todo, nem tanto, um melhor som, mas ficou faltando 'aquele espirito', muita mecânica, mas faltou vida, faltou poesia.